Ansiedade Virtual o mal do século XXI ! 

Ao final de cada temporada de Acampamento, apesar do enorme cansaço, muitos aprendizados acontecem assim como muito amadurecimento.

Os temas para meus artigos surgem logicamente do meu dia a dia e são as mães, crianças, clientes em geral que me trazem idéias para que reflita e escreva meus textos além de nutrir o meu blog.

Esta contribuição não tem preço e o aprendizado que tenho com todas elas, nem se fala.

Na última temporada de férias tive vários inshts que irão render bons artigos, mas escolhi este tema para começar, pois foi o que mais me chamou a atenção.

A ANSIEDADE VIRTUAL 

A ANSIEDADE é algo muito comum na vida contemporânea e a mesma está presente em todas as fases de nossas vidas há séculos.

Ficamos ansiosas(os) antes de uma viagem, um passeio, uma prova, antes de uma entrevista de emprego, na gravidez, na véspera do aniversário, na véspera do casamento, formatura, nascimento de um filho, neto, enfim a ANSIEDADE acontece em todos os momentos e fases da vida, é um sentimento extremamente saudável.

Mas….

esta temporada me deparei com uma ANSIEDADE que não me pareceu tão saudável assim, chamou muito a minha atenção e também aflorou a minha preocupação diante de tantos pequenos com os mesmos sinais.

A ANSIEDADE VIRTUAL, vi crianças e adolescentes aflitos por estarem sem os seus celulares e sem conexão com um mundo, que na verdade, quase não conhecem. Muitas crianças sem saber o que fazer com o tempo livre, com dificuldades para dormir e até mesmo de se relacionar com o outro, sem saber como brincar de verdade.

A medida que o acampamento acontece as crianças vão esquecendo rapidamente do celular e começam a se conectar com o ambiente, com a natureza, com seus pares e começam a se permitir a brincar e a gostar de ser criança, começam a viver esta experiência real, nova e verdadeira para eles.

É lógico que não são todas, mas uma grande parte delas se sentem órfãos e não é da família e sim de um celular  (o que é muito grave!).

A nossa proposta de não permitir trazer os celulares para este tipo de programa se fortalece mais ainda, diante do que temos visto com tanta frequência.  A cada momento que percebemos o quanto às nossas crianças estão conectadas com o mundo e desconectadas consigo mesma com o outro e com o aqui e o agora, não se permitindo se quer experimentar algo novo para ter condições de dizer…  É gostei!… ou …não gostei! pois somente pela Cultura da Experiência é que podemos nos perceber enquanto pessoas plenas.

Ao final da temporada vi crianças muito ansiosas, mas com uma ansiedade diferente, uma ansiedade puramente virtual.

Ouvi e vi crianças, ao receber seus pais saudosos, falarem antes de qualquer coisa:

“Trouxe meu celular? está carregado?”, antes se quer de um beijo, um abraço de saudades, afinal foram cinco dias longe dos seus.

Ouvi crianças conversando enquanto esperavam seus pais dizendo:

“Meu pai não chega logo, estou doida(o) para ver quantas mensagens tem no meu zap”… ou ,”estou doido para ver meu PS4/ meu Face “( ou qualquer outra coisa parecida). Na realidade o normal deveria ser, estou doida de saudades do meu pai, mãe, irmão e etc

Fiquei muito impressionada, pois este comportamento aflorou em muitas crianças e fico me perguntando, onde estamos errando?

Entendo e concordo que não existe volta e que todos nós sofremos também desta ansiedade virtual, pois ao chegarmos em qualquer lugar a primeira coisa que perguntamos é : TEM WI FI ?

E muitas vezes para nada…

Será que não precisamos proporcionar mais momentos interativos para nossos filhos e avaliar também a nossa ANSIEDADE VIRTUAL?

Não podemos deixar nossos filhos ficarem doentes dentro deste mundo que é fascinante, mas que jamais trará uma experiência verdadeira de amizade, conflitos, desafios, conquistas, medos, vitórias e muitos outros valores que aprendemos quando convivemos.

Os Acampamentos nos traz esta possibilidade e é muito importante que os pais entendam que as crianças precisam crescer de verdade e experimentar o que é ser criança .

Nossa ansiedade virtual pode ser controlada ou diminuída de várias formas:

1) evitar usar celular nas refeições;

2) evitar usar celular nos passeios em família e reuniões;

3) fotos podem e devem ser tiradas, mas não precisam ser postadas imediatamente ( se não for o seu trabalho);

4) as histórias e fotos podem ser vistas depois, um bom motivo para conversar com nossos filhos;

5) existem outras maneiras de se comunicar, nem sempre a criança precisa estar com o seu aparelho para que isto aconteça;

6) celular na escola, pra que?

7) celular para fazer um passeio, pra que?

Até bem pouco tempo tudo isto era possível e todas as crianças sobreviviam assim como as famílias.

Que tal ficarmos ansiosos para ir para o Acampamento? para o primeiro dia de aula? para uma viagem?  para o primeiro encontro de amor? mas não por causa de um simples aparelho a ponto de colocar em segundo plano o que temos de mais precioso que é a nossa família e amigos.

Nossos laços e experiências devem ser mais fortes do que qualquer experiência virtual.

A vida é para ser vivida de verdade e temos que ser os protagonistas principais sempre e não espectadores.

Não é?

Rose Jarocki, Msc

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