Entenda a importância do brincar na educação infantil

Vejam que artigo massa que achei pra vocês!

Aproveitem…

A importância do brincar na educação infantil não pode ser subestimada pelos pais. Os brinquedos estão longe de ser apenas mero entretenimento, pois eles cumprem funções cruciais para o desenvolvimento infantil, em especial na primeira infância.

A criança que brinca torna-se mais disposta, interessada em aprender e capacitada para a vida em sociedade. Além disso, brincar é um direito preconizado na Declaração Universal dos Direitos da Criança e deve ser garantido para que os pequenos colham os benefícios que as brincadeiras proporcionam.

Quer conhecer esses benefícios? Preparamos este artigo para mostrar o quanto brincar faz bem para o crescimento das crianças. Acompanhe!

Desenvolvimento motor e cognitivo

É na primeira infância — período que compreende a concepção até os 6 anos de idade — que o ser humano desenvolve capacidades motoras, cognitivas e emocionais. Nessa fase de maturação do cérebro, o que for apreendido pela criança refletirá na vida adulta.

O manuseio de um brinquedo, como o encaixe de peças, desenvolve habilidades motoras. Ao sacudir um chocalho para emitir barulho ou ao empurrar blocos empilhados, a criança se conscientiza da relação de causa e efeito e aprende de maneira intuitiva como funcionam os objetos; desse modo, aprimora a cognição.

Os pequenos aprendem e aperfeiçoam até mesmo a linguagem enquanto brincam. Nesse caso, estímulos sonoros de brinquedos eletrônicos, por exemplo, ou a simples interação com o colega durante um jogo os estimulam a desenvolver a linguagem.

A escolha do brinquedo ideal deve levar em conta o estágio do desenvolvimento motor e cognitivo. À medida que vai ficando mais velha, a criança aperfeiçoa habilidades que lhe permitem partir para brincadeiras mais complexas, sem contar a mudança de gosto própria de cada faixa etária.

Destacamos, na lista abaixo, as brincadeiras e os jogos ideais para cada idade durante a primeira infância. Veja:

  • marionetes estimulam a visão e o tato dos bebês. Móbiles, bonecos macios e mordedores são ideais para o neném adquirir habilidades motoras simples;
  • brinquedos de empilhar são muito bons para crianças de até 2 anos porque estimulam a coordenação e a motricidade fina, ou seja, os movimentos de precisão;
  • brinquedos de encaixar com formas geométricas desenvolvem a coordenação visual e manual, a motricidade fina e a memória. O quebra-cabeça é um bom exemplo;
  • ao lado dos brinquedos de encaixar, os de modelar e os de vestir bonecos, para crianças entre 2 e 5 anos, auxiliam no trabalho das destrezas finas e da paciência;
  • a partir dos 6 anos, as crianças já possuem domínio motor e cognitivo. Nessa fase entram as atividades físicas — andar de bicicleta, jogar bola, andar de patins –, jogos que estimulam a socialização e a criatividade — kits de pintura, desenho, livros — e aqueles mais complexos, de tabuleiro ou eletrônicos.

Expressão dos sentimentos

Durante a brincadeira a criança se expressa e passa informações valiosas para os pais: ela expõe a personalidade e os sentimentos. O momento é uma oportunidade de ouro para os pais conhecerem os pontos fortes e fracos do seu pequeno.

A brincadeira é individual para crianças com menos de 3 anos, mesmo se elas estiverem acompanhadas. Nessa faixa, são indicados brinquedos que desenvolvam os sentidos por meio da descoberta de cores, sons, cheiros, gostos e texturas.

Já a partir dos 3 anos, o passatempo é marcado pela representação. Casinha, escolinha, mamãe e filhinho etc. são diversões que remetem a situações cotidianas e que a criança incorpora ao seu imaginário.

Quando passa a brincar com outras crianças, a partir dos 5 anos, o compartilhamento não é só de brinquedos, mas também de sentimentos. As crianças iniciam, portanto, uma fase de negociação e aceitação de ideias discutidas em grupo.É o momento propício para aflorar sentimentos como raiva, alegria, ansiedade, entre outros.

É importante lembrar que o desenvolvimento infantil não é coletivo; cada criança tem seu tempo para amadurecer.

Confiança e vínculo

Brincar não é lazer limitado à criança! A participação dos pais nas brincadeiras é fundamental para conhecer o filho, como já colocado anteriormente.

Contudo, parece que os pais não têm brincado com seus pequenos. Pesquisa realizada com mais de 12 mil pais em 10 países, inclusive no Brasil, revelou que metade deles não tem tempo para brincar com os filhos e que não conta com ambientes adequados. E mais: 87% acreditam que os filhos não brincam o suficiente.

Pais e filhos brincando juntos só fortalece a confiança e mantém o vínculo entre eles. Para viabilizar essa convivência saudável, separar um tempo para se divertir em família ajuda a tornar a atividade um hábito.

A presença dos pais é ainda mais fundamental quando a criança apresenta alguma deficiência que a impede de explorar um brinquedo devido às habilidade motoras comprometidas, por exemplo. Nesse caso, pai e mãe têm o papel de apresentá-la ao vasto universo das brincadeiras e dar apoio da melhor maneira possível.

Natureza e saúde

Que criança resiste a um convite para brincar ao ar livre? Incentivar o convívio fora de casa, longe dos eletrônicos, ajuda no desenvolvimento infantil em diversos aspectos.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda limitar o uso de tecnologias proporcionalmente ao desenvolvimento cerebral, mental, cognitivo e psicossocial das crianças. Aquelas menores de 6 anos devem ser privadas do mundo on-line por serem incapazes de distinguir fantasia de realidade.

A instituição orienta equilibrar as atividades digitais com as realizadas ao ar livre. E quando falamos em sair de casa, nos referimos a parques, praças, gramados e áreas arborizadas — e ao tão querido parquinho, com gangorra, escorregador, balanço.

Brincar ao ar livre ainda fortalece a imunidade. O microbiologista e imunologista Brett Finlay, da Universidade de British Columbia, no Canadá, defende no livro “Let Them Eat Dirt” (“Deixe as crianças comerem terra”, em tradução livre) que a exposição a micróbios tem extrema importância na primeira infância.

Deixar a criança brincar na terra, se sujar, tocar em animais e plantas colabora para o desenvolvimento saudável; sem essa exposição, ela estará mais sujeita, no futuro, a alergias, asma, diabetes e demais doenças.

Convidar a criança para desbravar e entrar em contato com a natureza é oferecer a ela um mundo de texturas e sensações. Além disso, outros benefícios podem ser listados:

  • espaços abertos viabilizam a atividade física e deixam a criança mais ativa e disposta;
  • o rendimento intelectual é favorecido porque o cérebro é estimulado à medida que a criança se movimenta e o desempenho escolar também sofre um impacto positivo;
  • a criança coloca a imaginação em prática — a criatividade, logo, aflora! Construir pipas, por exemplo, estimula a criação e a motricidade fina;
  • num ambiente sem muito controle, a criança enfrenta imprevistos que a forçam a pensar em saídas para problemas e a trabalhar em conjunto;
  • a criança cria laços e lida com o comportamento do outro. Se o grupo for composto por crianças de diferentes idades, maior será o aprendizado.

Diversão acima de tudo

Percebeu a importância do brincar na educação infantil e como isso contribui para o desenvolvimento dos pequenos?

Presentear uma criança com um brinquedo é ideal para trabalhar as habilidades abordadas neste artigo, mas, antes de tudo, a criança deve se sentir à vontade para explorar o brinquedo à sua maneira.

É importante que a criança decida com o que brincar porque, dessa forma, ela pode experimentar de tudo — sem se limitar ao carrinho, para os meninos e às bonecas, para as meninas!

O que achou da postagem? Conseguiu entender a importância do brincar na educação infantil?Deixe seu comentário e compartilhe sua experiência no assunto com outros leitores!

 Viu, acampamento na garotada! 

 

Categorias:educaçao

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